Estudo aponta educação e segurança como maiores desafios de gestão no Paraná

(Foto: PMPR/divulgação)

A melhoria dos indicadores educacionais e institucionais estão entre os desafios do Paraná, segundo estudo elaborado pela consultoria Macroplan. Além disso, o novo governo terá que lidar com uma população impaciente com a má qualidade, a lentidão e o elevado custo da entrega de serviços e pouco tolerante com os desvios éticos e a corrupção. Intitulado “Desafios da Gestão Estadual (DGE)”, o levantamento avalia as entregas feitas à população pelos governos estaduais no período de uma década e mapeia os desafios que se apresentam para o período 2019 -2022

De acordo com o estudo, o Paraná está na 5º colocação no ranking nacional geral. Nas áreas específicas analisadas no estudo, o Estado também está bem posicionado, exceto em segurança pública (11º no ranking nacional) e institucional (que avalia o índice de transparência e a taxa de congestionamento da Justiça no estado) campo no qual o Paraná está na 16ª colocação no ranking nacional.

Para definir a situação dos estados, a Macroplan utiliza o Índice dos Desafios da Gestão Estadual (IDGE), que abrange um conjunto de 32 indicadores de 10 áreas de resultados – educação, capital humano, saúde, segurança, educação, capital humano, saúde, segurança, infraestrutura, desenvolvimento econômico, juventude, desenvolvimento social, condições de vida e institucional. O IDGE varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, melhor o desempenho do estado. O Paraná exibe uma pontuação do IDGE de 0,585, acima da média brasileira de 0,535.

Educação – Mesmo os estados nas primeiras posições do ranking têm muito a avançar para reduzir as distâncias em relação aos países desenvolvidos por exemplo em termos de qualidade da educação. Seguindo a tendência da última década, nenhum estado alcançará no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) do Ensino Fundamental II ou do Ensino Médio em 2021 a nota 6, correspondente à média dos países da OCDE em 2003.

O Estado recuou no ranking de três áreas: Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Institucional. Na área da Educação, apesar da boa colocação (4º), o Paraná não conseguiu evoluir na nota do IDEB do Ensino Médio ,por exemplo, repetindo, em 2017, a mesma nota obtida em 2007. As variações positivas no ranking foram, principalmente, nos campos da Segurança e da Saúde.

“Como outras unidades da federação, o Paraná possui passivos fiscais e financeiros e crescentes gastos com a previdência e com as folhas de pagamento, problemas que terão que ser enfrentados com uma política fiscal disciplinada e mudanças radicais na gestão para avançar nos campos econômico e social”, destaca o diretor da Macroplan e coordenador do estudo, Gustavo Morelli. Para ele, o Paraná pode avançar mais rapidamente, mesmo no atual cenário de restrição de recursos, se forem feitos investimentos robustos na profissionalização da gestão. “É preciso atuar com base em evidências para melhorar a capacidade de produzir resultados, evitar dispersar os escassos recursos em programas de baixo impacto e definir o foco de cada ação do estado”, avalia Gustavo Morelli.

Fonte: Bem Paraná